
Aqui estamos, uma vez mais, numa guerra corpo a corpo. Lanças-me olhares de desejo como se fossem flechas certeiras e eu correspondo-te com beijos mortíferos. Deitas-me na mesa sem que eu faça qualquer esforço para te impedir e percorres o meu corpo, primeiro com as mãos, depois com os lábios molhados. A barba que roças nos meus recantos enlouquece-me e faz-me gritar por mais. O desenho da tua boca deixa adivinhar como a tua língua trabalha com empenho, lambendo-me com gula. Demoras-te de modo insuportável para fazeres com que te suplique. E eu suplico. Como suplico. Paras. Olhas-me nos olhos. Fazes-me rodopiar e entras em mim enquanto me beijas os ombros e acaricias os seios. Sussurras-me intolerâncias ao ouvido, enquanto me sentes humedecer. A tua excitação cresce cada vez mais e eu consigo ouvir a tua respiração. Pesada, rápida, ofegante. Venho-me, de olhos fechados, enquanto sinto o teu membro a latejar de desejo dentro de mim. Derrotaste-me uma vez mais. Ganhaste uma batalha, não a guerra, prometo-te.
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escrito por m.